Segunda-feira, Maio 21, 2012
COMUNICADO
Sexta-feira, Abril 27, 2012
REMANDO CONTRA A MARÉ...!
Terça-feira, Março 06, 2012
ATO DE CIDADANIA OU ARRUAÇA ?
Falta--lhes, depois, a autoridade moral para reprimir outros que, procedendo de igual forma, não se abrigam no estatuto profissional. O sindicalismo no quadro das polícias e das forças militares tem limites que não coincidem com os direitos sindicais de outros serviços e forças de trabalho. E não podem ter. Para que não existam casos tão tristes como aqueles que pudemos testemunhar.
Dito isto, a verdade é que os profissionais da GNR, tal como da PSP, estão a braços com dificuldades tremendas. Quer no que respeita aos estatutos salariais quer à barafunda completa no que respeita às carreiras e organização. Barafunda que rapidamente gera profundas revoltas e insatisfações, quando daquilo que se sabe das futuras reorganizações, a novidade maior é o reforço de mais generais nos comandos da GNR. Rapaziada sem emprego nas forças armadas e que vai para uma instituição, ainda que seja militar, em verdadeiro estado de analfabetismo policial. Recebem honras e mordomias e terão sempre por perto o adjunto ou ordenança que lhes trata dos assuntos que nunca estudaram, viveram ou percebem.
A GNR faz serviço de polícia e mandaria a lógica que fossem polícias, ainda que militares, a comandar. Mas não. Serve de caixote de entulho para os generais sobrantes de outros activos. Quanto às carreiras, promoções e estatuto remuneratório, chegou-se a um ponto que nem dá para acreditar. Num momento tão difícil da vida do país, em que os crimes que provocam maior insegurança se multiplicam, em que a amargura, o sofrimento e a revolta podem levar a situações críticas no que respeita às ameaças de paz pública, continuar a chutar para o lado os problemas que minam a capacidade operacional da PSP e da GNR é brincar com o fogo. Quando ele atear, não vai haver general que nos salve.
Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012
COMUNICADO
A ASSOCIAÇÃO SÓCIO-PROFISSIONAL INDEPENDENTE DA GUARDA (ASPIG), manifesta veemente a sua preocupação com a ausência de valores éticos por parte daqueles que têm responsabilidades acrescidas na gestão e no rumo das Forças de Segurança, particularmente no que concerne à Guarda Nacional Republicana (GNR).
Não se percebe que a reestruturação da GNR, tão criticada pelo actual Governo enquanto na oposição, que demonstrou, na pratica, conter desajustes face às realidades do País - desajustes esses que até foram reconhecidos pela tutela na vigência do Governo interior - ainda se mantenha inalterável com todas as consequências nefastas dai advenientes.
Não se compreende que, ainda, se arraste a promessa da reactivação das ex-Brigadas de Trânsito e Fiscal, quando já ficou demonstrado o erro crasso que foi a sua extinção.
Não se pode aceitar que a classe profissional de mais baixos rendimentos – Guardas – tenha constatado centenas de promoções, ao posto superior, nas classes profissionais superiores – Sargentos/Oficias – relativamente ao ano de 2010, sendo que dentro da sua própria classe, constituída por milhares de militares, não se tivesse, até à presente data, efectivado uma única promoção de Guarda a Guarda Principal.
Não se tolera que, há cerca de vinte anos, os sucessivos estatutos dos militares da GNR contemplem a possibilidade dos Sargentos e Guardas da GNR ascenderem à categoria de Oficial, quando detentores do grau académico de licenciados, apenas porque a legislação regulamentar, que lhes permitiria tal ascensão, ainda não ter sido publicada, apesar dos tribunais administrativos superiores terem dado razão aos militares lesados e “intimado” Governo para legislar.
A ASPIG, lamenta que se tenham perdido inúmeras oportunidades na resolução dos problemas, que teimam em delapidar toda a estrutura na GNR, devido a ausência de uma relação “aberta” e sincera – desprovida de “certezas” que logo se desvanecem - entre as Associações Profissionais e a tutela política, na discussão dos diplomas legais institucionais que “regem” a GNR.
Lisboa, 02 de Fevereiro de 2012
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Quinta-feira, Dezembro 15, 2011
"CRÓNICA DE UM GUARDA"
__________________________
Ensinaram-me que sou militar, e eu que sempre sonhei ser Polícia.
Mas no Orçamento de 2012, os Militares das Forças Armadas não irão ter os seus subsidios de férias e natal, saqueados pelos de S. Bento, e eu serei vitima desse roubo.
Os Militares das FA, mantêm os seus conjuges com plenos direitos no seu subsistema de saude, os nossos conjuges há muito perderam essa regalia.
Então ensinaram-me mal, não sou Militar.
Os Funcionários Públicos não receberão os seus subsidios no ano de 2012, eu também não. Se calhar sou funcionário publico?
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Lei n.º 59/2008 de 11 de Setembro
Aprova o Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas
(...)
Artigo 21.º
Trabalho nocturno
O trabalhador que tenha prestado, nos 12 meses anteriores à publicação da presente lei, pelo menos cinquenta horas entre as 20 e as 22 horas ou cento e cinquenta horas de trabalho nocturno depois das 22 horas mantém o direito ao acréscimo de remuneração sempre que realizar a sua prestação entre as 20 e as 22 horas.
(...)
SUBSECÇÃO II
Limites à duração do trabalho
Artigo 126.º
Limites máximos dos períodos normais de trabalho
1 — O período normal de trabalho não pode exceder sete horas por dia nem trinta e cinco horas por semana.
2 — O trabalho a tempo completo corresponde ao período normal de trabalho semanal e constitui o regime regra de trabalho dos trabalhadores integrados nas carreiras gerais, correspondendo -lhe as remunerações base mensais legalmente previstas.
3 — Há tolerância de quinze minutos para as transacções, operações e serviços começados e não acabados na hora estabelecida para o termo do período normal de trabalho diário, não sendo, porém, de admitir que tal tolerância deixe de revestir carácter excepcional, devendo o acréscimo de trabalho ser pago quando perfizer quatro horas ou no termo de cada ano civil.
4 — O período normal de trabalho diário dos trabalhadores que prestem trabalho exclusivamente nos dias de descanso semanal dos restantes trabalhadores do órgão ou serviço pode ser aumentado, no máximo, em quatro horas diárias, sem prejuízo do disposto em instrumento de regulamentação colectiva de trabalho.
Não. Funcionário público não sou.
Trabalho noites, sábados, domingos e feriados,natal, páscoa e passagem de ano não tenho Horário de trabalho certo, nem tão pouco de referência, faço muitas horas extraordinárias sem receber mais por isso....e mantenho hoje praticamente o mesmo ordenado que auferia quando em 2003 aqui cheguei, 720€.
Não. Funcionário público não sou.
Em 2012 eu e os meus filhos perderemos o subsistema de saude, e não vamos ser colocados na ADSE (subsistema de saude dos Funcionarios Publicos) , mas sim no SNS.
Então sou Polícia como sempre sonhei?
Vou onde nenhum Homem desejaria ir, sou o primeiro a chegar, a ver os mortos trucidados nas estradas, pedaços de corpos humanos nas valetas. Vou ao quarto onde o Pai matou o filho com um tiro de caçadeira, mesmo na cabeça para o “libertar dos seus pecados”, o mau cheiro é insuportável, vísceras e sangue por todo o lado. “Sou o Engenheiro, o Médico, o Doutor” o Bombeiro” que acorre ao incêndio, ao roubo, á violência doméstica. Sou eu que vou ás escolas, aos bairros de lata, aos bairros sociais, sou eu que estou á chuva e ao frio de madrugada na tua rua, para garantir que o teu sono é seguro.
Não Polícia não sou, os Polícias têm um horário de trabalho, tem direito à manifestação, ao sindicalismo....e eu não tenho direito a nada disso...porque sou Militar.
Sou Militar da GNR dizem eles, sou mão de obra barata, pau para todo o serviço, sou tapa buracos, sou o milagreiro da multiplicação, aquele que faz omoletes sem ovos…
Ganho menos à hora que a Senhora que faz a limpeza do Posto, tenho o dever da disponibilidade 24h, sou como Deus, descanso ao 7º dia, quando descanso...mas sou Humano, tenho mulher, filhos, família e amigos.
Sou GNR e ganho menos que os seguranças do Forum X…. eles que quando actuam é a mim que chamam, sou GNR, pago a minha farda, quando vou na rua as pessoas fogem de mim, e falam baixinho (cada vez mais alto) dizem: " Aí vêm os chulos os filhos da p…. etc…!!!"
Pela Lei e Pelo Povo ensinaram-me, mas o Povo já não está comigo, e a Lei pelos vistos a mim não se aplica nos Direitos, apenas nos Deveres.
Por Lei, teria o direito a ser colocado na nova tabela remuneratória em Janeiro de 2010, aguardo!
Por Lei, deveria ter sido promovido em Fevereiro de 2011, aguardo!
O Guarda ali do posto levou uma facada, esse Guarda que ganha menos que o puto que está na caixa do Modelo, saiu hoje do Hospital....o seu filho e a sua mulher, vão agora ao SNS pedir apoio psicológico, e o Guarda daqui a uns anos quando sentir dores na barriga outrora lacerada, levanta-se ás 5 da manha e vai para o Centro de Saúde, como os outros, porque o Guarda não é mais que os outros. É apenas um Guarda, que trabalha 8h descansa 8h e volta a trabalhar 8h, acumula (adia) folgas porque simplesmente não há pessoal que chegue para ele ter direito a esse luxo.
Quem é o Guada afinal…? Quem sou eu…??
( Texto extraído da internet )
Terça-feira, Novembro 08, 2011
COMUNICADO
Sendo que poder politico defraudou, em muito, as mais legitimas expectativas dos militares e degradou toda a “família” militar – retirando-lhe direitos adquiridos e teimando em não cumprir a lei vigente - A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) estará presente no próximo dia 12 de Novembro do corrente ano de 2011, DIA DA INDIGNAÇÃO, contra as injustiças, gritando BASTA àqueles que, de uma maneira ou de outra, têm contribuído, para o insustentável descontentamento dos militares..
No momento em que, cada vez mais, nos exigem tudo e tudo nos retiram, pelo Povo Português, pelos militares, pelos polícias, dia 12 a ASPIG dirá PRESENTE, em prol da justiça e da verdade.
É HORA DE DIZER BASTA!!!
Lisboa, 08 de Novembro de 2011
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Quarta-feira, Outubro 26, 2011
INFORMAÇÃO E REPÚDIO
Terça-feira, Outubro 25, 2011
REUNIÃO COM SUA EXª. O MINISTRO DA ADMINISTRAÇÃO INTERNA
Na citada reunião e depois de discutidos vários assuntos pertinentes, foi
alertado, pela ASPIG, Sua Excelência o Ministro da Administração Interna, da
situação da não promoção em 2010 dos Guardas-Principais.
Sendo essa matéria de extrema importância e de uma falta de equidade completa, uma
vez que o Posto de Guarda-Principal, assim como o de Cabo-Mor, nasceu com a
entrada em vigor do Estatuto (2010), a verdade é que durante o ano de 2010
operaram as promoções dos Cabo-Mores e de todos os outros Postos das diversas
Categorias profissionais, com a excepção do Guarda-Principal.
Foi salientado e dado como exemplo a situação de um Guarda que actualmente se
encontra no 4.º escalão remuneratório,
posição remuneratória 150 (Estatuto
remuneratório anterior), auferindo
de ordenado base mensal – 913,70€, sendo que aquele reúne todas as
condições para poder ser promovido ao Posto de Guarda-Principal transitando
para a nova tabela remuneratória, na
qual passaria a incorporar o índice
remuneratório 11, auferindo um ordenado
base mensal de 995€.
Ora, é aqui que surge uma grande discrepância entre o referido pelo Ministério e a
realidade actual, ou seja, é referido pelo Ministério que um Guarda no 4.º
escalão está na posição remuneratória 145 (em concordância com uma tabela
apresentada pelo Sr. Ministro) e não na posição 150, sendo também referidas, na
categoria de Guardas, as posições remuneratórias 120 e 125, e nos Cabos as
posições 175, 180, 185, 215 e 220, conforme DOC. 1.
Conforme
se pode constatar pelo DOC. 2, nas
Categoria de Guardas não existem as posições remuneratórias 120, 125 e 145, uma
vez que a primeira posição remuneratória é a 124 e a última é a 210, quanto aos
Cabos não existem as posições 175, 180 e 185.
Perante
esta matéria e caso as contas feitas pelo Ministério para terem chegado ao
montante pecuniário apresentado de 8.
583. 000€ em gastos com a passagem dos referidos 13 791 Militares para a nova tabela remuneratória, tenham tido por
base a tabela remuneratória apresentada pelo Sr. Ministro durante a supra
citada reunião, é de veras grave, uma vez que as quantias monetárias auferidas
pelos militares ali apresentadas estão erradas.
Em suma, a título de exemplo:
Um Guarda no primeiro escalão remuneratório, encontra-se actualmente na posição
remuneratória 124, auferindo mensalmente de ordenado base – 755,00€, ora, pelo exarado no documento
do Ministério DOC. 1, esse mesmo Militar está sim é na posição 120 (posição inexistente), assim, a remuneração
calculada sobre essa posição é inferior à que realmente é por ele ressarcida,
então vejamos, ao terem sido feitas as contas da transição desse militar para a
nova tabela foram tido em conta, pelo Ministério, valores inferiores ao real,
ou seja, o referido militar ao passar para a nova tabela passará a auferir um
ordenado base mensal de 789€, sendo
assim aumentado em 34€.
Se tivermos em conta o posicionamento remuneratório indicado pelo Ministério, o
vencimento base do referido Guarda é inferior ao que realmente aufere, assim, e
imaginando que a posição remuneratória 120 (indicada pelo Ministério) equivale
ao vencimento de 730€, o diferencial
na transição para a nova tabela irá aumentar pois seria de 59€.
Perante estes factos, somos de concluir que o resultado pecuniário, apresentado pelo
Sr. Ministro, de 8. 583. 000,00€
está completamente desconforme da realidade, ou seja, na verdade os gastos
contemplados com a transição dos 13 791
militares para transitarem para a nova tabela, e não tendo ainda por nós sido
feitas as contas reais, serão bastante inferiores ao valor indicado, assim,
somos de concluir que o diferencial da conta dará perfeitamente para promover
os Guardas-Principais e passar outros militares para a nova tabela
remuneratória. Sobre a eventual extinção ou fusão da SAD/GNR pouco ou nada foi acrescentado pelo Senhor Ministro.
DOC 2
O Governo decidiu eliminar as distorções salariais provocadas pela
integração parcial e descompensada de polícias e militares no novo estatuto da
PSP e GNR, respectivamente.
Ou seja, serão abrangidos
aqueles que auferem remuneração base inferior a outros militares que se
encontrem em postos ou categorias de ingresso nas carreiras, designadamente
Guardas, Sargentos e Oficiais da GNR, e que detêm o mesmo posto ou categoria
mas menos antiguidade, conferindo-lhes o nível remuneratório correspondente à
primeira posição remuneratórias no posto ou categoria de ingresso em causa.
Guardas (antiga posição remuneratória 120 e 125 para a nova
posição remuneratória 7): 5.108 militares
Cabo, Cabo-Chefe e Cabo-Mor (antiga posição remuneratória 175, 180, 185, 215 e 220
para a nova posição remuneratória 14 e 18): 6.651 militares
Segundo-Sargento,
Primeiro-Sargento, Sargento-Ajudante, Sargento-Chefe e Sargento-Mor (antiga posição remuneratória 190, 195, 215, 220, 235,
240, 245, 255, 265, 275, 285 e 305) para a nova posição remuneratória 16, 18,
22, 26 e 29): 1726 sargentos
Oficiais – Tenente, Capitão, Major, Ten-Coronel, Coronel,
Maj-General (antiga posição remuneratória 21, 29, 30, 35, 41, 48 e 60 para
a nova posição remuneratória 21, 29, 35, 41, 48 e 60): 306 oficiais
O total de
reposicionamentos abrange 13. 791 militares.
Terça-feira, Outubro 18, 2011
COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA ( carta aberta a todos os políticos)
Um dia estendi o braço direito, palma aberta de dedos bem unidos, em direcção a uma bandeira, e senti algo nunca antes sentido, uma emoção única, quase inexplicável, visível apenas num profundo arrepio de “pele de galinha”, o mesmo de quando ouço um hino que por vezes a acompanha.
Jurei em como a defenderia, protegeria e a honraria, mesmo com o sacrifício da própria vida, e senti ao dize-lo algo de realmente inexplicável. Talvez por isso quando me disseram que seria colocado a duzentos quilómetros de casa, disse…Sim senhor, que viveria numa caserna juntamente com muitos camaradas, disse… Sim senhor, que trabalharia em locais sem quaisquer condições, disse…Sim senhor, que folgaria apenas cinco dias por mês, sem direito a fins-de-semana e feriados, disse…Sim senhor, que teria de pedir superiormente para juntar folgas e assim poder ver a esposa e os filhos uma vez por mês, disse…Sim senhor, que trabalharia por turnos num mínimo de oito horas por dia, sem direito a horas extraordinárias, disse…Sim, senhor, que teria um trabalho em regime de absoluta exclusividade para com ela, a minha bandeira, não podendo exercer outra função sob pena de procedimento disciplinar, disse… Sim senhor, que iria ser mal compreendido pela população, injuriado, agredido, mal amado, disse…Sim senhor, que não teria direito a qualquer seguro ou subsidio de risco, ainda que diariamente arrisque a vida em prol do bem comum, disse…Sim senhor, que perante a própria Constituição não teria os mesmo direitos dos restantes cidadãos, disse…Sim senhor, mas quando me dizem agora que os meus filhos terão de passar fome, respondo com um arrepio a percorrer-me todo o corpo, e digo… NÃO SENHOR, repetindo ao observar com lágrimas nos olhos uma bandeira, ISSO… NÃO SENHOR, mesmo com o sacrifício da própria vida, ISSO… NÃO SENHOR.
Por: MEDINA DA SILVA, vice-presidente da Direc. Nacional da ASPIG (Associação Socio-profissional Independente da Guarda Nacional Republicana)
Quinta-feira, Maio 19, 2011
UMA QUESTÃO DE (IN)SEGURANÇA
Sir Peter Wyche, no século XVIII, disse em como os Portugueses eram “tão notáveis pelo estudo do empreendimento, como pela bravura de empreendê-lo”, que eu completaria, bebendo no grande Fernando Pessoa, que integramos a inteligência na imaginação, predominando a emoção sobre a paixão, a par de uma adaptabilidade instintiva, que fez de nós um povo "que deu novos mundos ao mundo".
Presentemente…bem, presentemente é o que se vê, com todo um devaneio político-partidário, qual grito de hiena, em que, como já nos vêm habituando, ninguém é culpado da situação do país, do qual a segurança dos cidadãos se vai ressentindo com o aumento exponencial da criminalidade violenta, ao que, pelo menos aparentemente ninguém ou poucos ligam, não fosse o actual responsável, pessoa que, pelo menos que se saiba, não conseguiu resolver, até à presente data, um só problema relacionado com as forças de segurança que “governa”, caso por nós achado único no pós 25 de Abril de 1974. É obra (ou falta dela).
Baseado num estudo de uma empresa civil, que curiosamente se “extinguiu” passado pouco tempo da sua douta e absoluta caótica análise das forças de segurança, extinguiram-se as Brigadas de Trânsito, Fiscal e aparentemente a Territorial, com objectivos que catapultaram as virtudes e qualidades, bem como uma «cultura» militar secular castrense, para uma espécie de “banca” de mercado municipal de hortaliças.
Por essas e por outras, hoje somos praticamente o único país alegadamente civilizado em que as leis estradais, organização, planeamento e orgânica da componente trânsito ficaram entregues a deleites políticos economicistas nos quais a segurança das pessoas e dos bens ficaram, imensamente, prejudicados.
Na senda dos “desideratos” lunáticos de certos políticos – que vivem na estratosfera – é hoje possível avaliar a estúpida grandeza típica do pobres de espírito, ao sermos, mais uma vez, demasiados ricos e darmo-nos ao luxo de desperdiçar largos anos de conhecimento em como se deve tratar os assuntos fiscais no âmbito policial e de trânsito.
O resultado de tamanha miopia está à vista. A criminalidade violenta dispara (talvez impulsionada pelos ventos dos tempos que correm), o que até se pode tentar compreender, mas o mesmo não se pode dizer da sinistralidade rodoviária, para em cerca de dois anos ter passado do “estamos a superar, em muito, os objectivos da União Europeia”, para um musgoso silêncio – onde são camuflados os erros políticos e a inacção da hierarquia máxima das polícias - , ou quando muito para uma já típica resposta pejada de expectativas exaltadas e de discurso de ocasião que, infelizmente, há muito que se concluiu que visam apenas e só, travar o ímpeto insuportável dos homens, e mulheres que, paulatinamente, se desgastam entre a esperança de melhorias salariais, dignidade profissional e a crua realidade do “aperto do cinto” e das «esmolas» vindas de uma Europa também ela de “tanga”.
Tudo isto me faz lembrar a minha tia Maria Custódia, que quando íamos comer a sua casa e sem qualquer intenção maléfica dizia os preços dos alimentos que punha na mesa, só faltava era a malta fazer a conta e pagar a refeição, tal era já, as dificuldades em que o Povo vivia.
Resta-nos assim uma pergunta? Onde param os Portugueses de Sir Peter Wyche ? Onde estão os Portugueses de sangue, não apenas de nome?
Como diria o nosso incomparável Fernando Pessoa:
Quarta-feira, Abril 06, 2011
Sexta-feira, Março 04, 2011
INFORMAÇÃO ASSOCIATIVA
O Diploma que veio regulamentar – “desrregulamentar” a passagem à situação de reserva e reforma dos militares da Guarda, conforme é do conhecimento geral, mereceu por parte da generalidade dos militares da GNR uma forte contestação, devido aos moldes em que esta se passou a processar e às duvidas de interpretação existentes, aumento dos anos de serviço e dos descontos legais para o cálculo da pensão de reforma, com a qual a ASPIG está solidária.
Neste sentido e porque é do interesse colectivo de todos os militares da GNR, encetou esta Associação diligências no sentido de clarificar tal situação ou normas, que se consideram violadoras de elementares princípios de igualdade entre cidadãos militares das F. Armadas e da GNR.
No assumir das suas responsabilidades, esta Associação tem feito diligências junto do MAI e Comando Geral da GNR, visando defender e acautelar os legítimos interesses dos profissionais da Guarda, sendo que o MAI bem como o Comando da Guarda nos vieram dar razão.
No mesmo sentido solicitou também a ASPIG informação/parecer ao Ministério das Finanças, do qual nunca obteve qualquer informação, numa clara violação do direito constitucional do direito de resposta .
Foi também a Caixa Geral de Aposentações confrontada com a questão em apreço, pelo que se aguarda uma resposta.
No seguimento deste processo foi também apresentada queixa junto da Provedoria de Justiça, a qual de forma informal respondeu de forma positiva, dando razão às “queixas dos militares da Guarda” – ASPIG, encontrando-se agora este assunto sobre a mesa do Sr. Secretário de Estado do Orçamento a aguardar pela resposta final ou seja pelo eliminar da injustiça, que os militares da GNR estão a ser alvo, obrigados pela insensatez governamental a cumprir mais uns anos no novo " modelo de serviço militar obrigatório".
A ASPIG sem pretensos aproveitamentos, mas só e apenas no interesse de todos os militares da Guarda, apela à unidade de todo o pessoal em torno da ASPIG – DESTA CAUSA JUSTA.
COMUNICADO
A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana (ASPIG), alerta o Governo que relativamente ao aeroporto internacional de Beja, terá de ser a Guarda Nacional Republicana (GNR) a força de segurança que vai ficar com a responsabilidade pela segurança do aeroporto.
Sendo a GNR uma força com características especificas para actuação fora dos grandes centros urbanos;
Sendo que o futuro aeroporto dista cerca de dez quilómetros da cidade de Beja – zona rural e área atribuída à GNR e policiada por esta.
Sendo que a nova lei orgânica da GNR prevê dotar os Comandos Territoriais Distritais de Destacamentos aerotransportados.
Leva a “ASPIG” a considerar que as «negociações» sobre esta matéria, que culminaram com a opção pela PSP, foram analisadas de ânimo leve por parte do Ministério da Administração Interna retirando, assim, a este “Corpo Especial de Tropas” uma valência dignificadora da sua natureza militar e da especificidade da sua missão.
Lisboa, 3 de Março de 2011
Pelo Presidente da Direcção Nacional
José Alho
Segunda-feira, Janeiro 17, 2011
RELAÇÕES ENTRE POLITICOS, GNR E FA
Quarta-feira, Janeiro 05, 2011
REUNIÃO COM O SENHOR COMANDANTE GERAL DA GNR
1- PROMOÇÃO DE GUARDAS A GUARDAS PRINCIPAIS:
Sobre este assunto o Sr. Comandante geral informou que as promoções em atraso, era sua intenção «deixar tudo em dia até final de 2009, e deixar as 2010 para se realizarem em 2011.
Mas devido à contenção para 2011 foi necessário apressar todas as promoções de 2010.»
- Era preciso por tudo em dia o que estava atrasado, mas não foi possível.
- Não houve tempo devido ao volume de trabalho necessário.
- No próximo ano segundo ele, estará tudo resolvido.
2- SISTEMA REMUNERATÓRIO:
O Sr. Comandante geral informou que é necessário um Despacho conjunto do Ministério das Finanças e do Ministério da Administração Interna, para transitar para a nova tabela remuneratória, informando também que desde Junho que está á espera de resposta do MAI.
Logo a referida transição só ocorrerá quando houver cabimento orçamental
3 - HORÁRIO DE SERVIÇO:
O Sr. Comandante Geral disse ser a favor da implementação do mesmo... mas para tal tem de haver mais efectivos ou no caso contrário, mais dinheiro para compensar as horas de trabalho a mais.
4- DIAS PELO NATAL/ANO NOVO:
O Sr. Cmdt/Geral disse ser sua intenção dar 3 dias ao pessoal operacional.
Sobre esta questão a ASPIG, entende que houve um nivelamento por baixo, isto é:
Ao pessoal dos Comandos Ter. era atribuido 5 dias (50%) em cada época. A BT tinha os 5 dias posteriormente, saindo todos os militares assim "prejudicados".
5- SAD/GNR, extensiva a todos os cônjugues dos militares da Guarda.
Sobre este assunto referiu que é uma decisão politica do MAI para que seja extensivo a todos os conjuges, e que o MAI tem sido alertado insistemente pelo C.Geral.
Da parte da ASPIG além dos assuntos refridos, foi manifestado o desagrado pela forma como foram criadas as vagas para Cabo-Mor, por estas serem "retiradas" ao quadro de efectivos atribuídas ao Cabo-Chefe.
- Cabos com curso e sem curso, (quem Comanda?).
Foram ainda apresentadas as situações de concretas (graves) de 3 camaradas. Falta de quadro para poderem ser promovidos.
NOTA FINAL: O Sr. General disse que o MAI está plenamente ciente de todos os problemas da GNR, pois têm sido dados a conhecer de forma exaustiva pelo Comando Geral da Guarda.
ASPIG/GNR
Direc. Nacional.
Quinta-feira, Dezembro 16, 2010
Comunicação
Sábado, Novembro 20, 2010
COMUNICADO
Depois da ASPIG ter pressionado o Governo e meses de negociações com os responsáveis nesta matéria, finalmente aqueles acabaram por cumprir as suas obrigações repondo-se, assim, a legalidade.
Sendo que a reposição desta legalidade implica encargos financeiros para os contribuintes, a ASPIG espera a compreensão dos portugueses para mais este esforço a bem da mais elementar justiça.
Lisboa, 17 de Novembro de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Segunda-feira, Novembro 08, 2010
COMUNICADO
Tais comportamentos em nada contribuem para o trabalho dos militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) a quem compete a responsabilidade de investigar as causas dos referidos acidentes.
Constata-se que os militares da Guarda estão obrigados, por determinações internas, a tomar conta de milhares de acidentes de viação dos quais resultam apenas insignificantes danos materiais que ficariam resolvidos entre os intervenientes através do “seguro amigável” em vigor. Tal obrigatoriedade apenas reverte a favor das inúmeras companhias de seguros. Acarretando custos para a fazenda nacional e empenhamento dos militares da Guarda em serviços de terceiros, quando estes poderiam estar empenhados na sua verdadeira missão.
Esta interferência na missão dos órgãos de policia criminal não só é violadora do sigilo a que esta adstrito o inquérito de muitos acidentes de viação mas também nefasta para o prestigio da instituição GNR.
A ASPIG esta consciente do aumento da sinistralidade rodoviária grave, que implica perdas de vidas humanas, depois do erro político grosseiro que foi a extinção da Brigada de Trânsito da GNR (BT/GNR).
Nesta conformidade a ASPIG jamais poderá compactuar com estratégias políticas que visem convencer o cidadão comum que a extinção da BT/GNR foi um mero erro politico quando este permite aumentar o número de vítimas mortais em acidentes de viação.
Lisboa, 08 de Novembro de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Segunda-feira, Outubro 18, 2010
INFORMAÇÃO
ASPIG - Direc. Nacional
Lisboa, 15 Out. 2010
Sexta-feira, Setembro 24, 2010
CONVITE A TODAS AS ASSOCIAÇÕES DA GNR
A ASPIG sem preconceitos e sem tabus entende que a hora é de união de todas as associações da GNR, uma vez que as matérias em causa são comuns a todas as categorias profissionais da GNR.
Lisboa, 24 de Setembro de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
COMUNICADO
Das questões abordadas, destacam-se:
- Regulamentação do horário de referencia, consagrado no estatuto dos militares da Guarda;
- Aplicação da nova tabela remuneratória dos militares da Guarda;
- Aplicação do regime de assistência na doença (SAD/GNR) a todos os cônjuges dos militares da Guarda;
- Aplicação do regime de passagem à situação de reserva/reforma dos militares da Guarda.
Esta reunião, como tantas outras, revelou-se infrutífera na medida em que é notória a inércia do Governo na resolução das legítimas expectativas dos militares e na regulamentação, em tempo útil, dos diplomas legais aplicados à Guarda.
As expectativas criadas pelo Governo em anterior campanha eleitoral, reforçadas em diplomas legais cuja regulamentação o Governo – de má-fé – teima em não regulamentar têm, continuamente, criado uma situação de desânimo insustentável nos profissionais da Guarda.
A inércia do Comando Geral da Guarda em coadjuvar o Governo em certas matérias da “vida” da Guarda (horário de trabalho, etc…) vem, também, agudizar a situação de indefinição a que a GNR foi “condenada” pelo poder político.
Os erros cometidos, e já assumidos, com a reestruturação da Guarda, começam agora a ter consequências de coordenação preocupantes no enquadramento da missão da Guarda no terreno.
A falta de efectivos e as degradantes condições de trabalho da maioria dos profissionais da Guarda têm sobrecarregado, de forma desumana, muitos dos militares colocados nos Postos territoriais contribuindo, em muito, para o aumento exponencial de baixas médicas quando não casos de suicídio.
O regime de passagem à situação de reserva/reforma dos militares da Guarda, ao ser muito mais desfavorável relativamente ao que vigora nas Forças Armadas, veio frustrar as aspirações deste corpo especial de tropas, constituído por militares, que é GNR.
Uma panóplia de subsídios diferenciados dentro da GNR, veio esquartejar o espírito e coesão de grupo, bem como a camaradagem entre os militares.
É notória a insensibilidade/desconhecimento do Governo no que concerne aos valores pelos quais se pautam os militares da Guarda.
Nesta conformidade, a ASPIG conclui que o diálogo salutar com o Governo não resolve os verdadeiros problemas dos militares da Guarda mas, ao invés, tem contribuído para surgimento de novos problemas e promessas irrealizáveis por parte do Governo para que este se mantenha no poder.
Assim, a ASPIG lança um apela a todas as associações de militares da GNR para que, “ a uma só voz” possam encetar formas inequívocas e eficazes de “luta” na defesa dos interesses dos militares da Guarda e contra as promessas dilatórias do Governo.
José Fernando Dias Alho
Sábado, Setembro 18, 2010
Reserva e reforma - Pedido de audiência ao MAI
Em Setembro de 2005 o governo procedeu a alterações do Estatuto dos Militares da GNR e do Estatuto dos Militares das Forças Armadas.
O teor dos diplomas referidos e a aplicação dos regimes transitórios estabelecidos nos mesmos induziu a prática de tratamentos distintos, discriminatórios e injustificados face às disparidades existentes nos regimes de passagem à situação de reserva e de reforma dos militares das Forças Armadas e dos militares da GNR, que o recente Estatuto da GNR não resolveu.
Esta situação criou, e mantém, um mau estar crescente entre os militares da GNR face à evidente dualidade de critérios gerada.
Foi por esta associação em 20 de Maio do corrente ano de 2010 solicitado formalmente uma audiência ao Excelentíssimo Ministro das Finanças para uma rápida reposição da legalidade e igualdade de tratamento a todos os militares sejam eles das FA ou da GNR, sem que, até à presente data se tenha obtido qualquer resposta, apesar de o direito à mesma encontrar-se consignada na Constituição da República Portuguesa.
Face à gravidade da situação e numa perspectiva de entendimento e entreajuda entre a ASPIG e o MAI, solicita-se uma reunião urgente com VªExª com a seguinte agenda de trabalhos:
- Entendimento/Conceito da condição Militar.
- Actual passagem à situação de reserva e de reforma dos militares das Forças Armadas e dos militares da GNR e suas discrepâncias.
Sábado, Setembro 11, 2010
"A verdade de que se não ouve falar ao Chefe máximo da GNR"
Segunda-feira, Agosto 30, 2010
COMUNICADO
A ASPIG não pode compactuar com medidas “esfarrapadas” que visam inquinar a certeza de que só com uma Unidade com competência a nível nacional, como foi a Brigada de Trânsito, porá, de alguma maneira, termo à “guerra civil” nas estradas portuguesas.
A característica mais marcante da Guarda é que está sob o controlo do poder político. Tanto o recurso à força militar para atingir objectivos políticos, como a designação dos próprios objectivos, são competências próprias dos Governos. Porém, a Guarda deve subordinação e obediência ao poder político legítimo e democraticamente constituído, mas não lhe deve submissão. Na realidade, é aos portugueses que, em última análise, prestará sempre contas.
Na opinião da ASPIG, a classe política tem vindo sistematicamente a destruir os alicerces fundamentais da Guarda (com o acordo tácito das chefias, no mínimo por omissão), criando expectativas, ludibriando e adiando regulamentação legal estatuária fundamental.
Nestes últimos anos o “stress” da actividade política tem despojada a Guarda da sua dignidade, castrando-a dos seus princípios éticos fundamentais e, mais recentemente, adulterado e corrompendo o conceito básico de disciplina militar, alicerçado no exemplo dos chefes, substituindo-o por outro, incoerente e discricionário.
Nestes últimos anos, “nasceu” no seio da Guarda uma panóplia de valências (Comandos, Divisões, Chefias) que em nada têm contribuído para a coesão entre os militares afectos a cada uma delas. Um regime de subsídios diferenciados veio criar um fosso abismal entre os militares afectos a certas valências e os que, paulatinamente, calcorreiam, diariamente, os caminhos rurais e estabelecem uma relação de proximidade com as populações menos protegidas. Estes últimos, os “patrulheiros”, são, actualmente, uma espécie de “guardas de segunda” quando na verdade é a eles que a Guarda deve toda a sua razão de ser.
A ASPIG até reconhece o mérito de certos responsáveis de certas valências da Guarda (Investigação Criminal, GIPs, SEPNA, etc…) que se “batem”, com recurso a todos os meios, pela visibilidade das mesmas conseguindo, assim, os seus propósitos de forma espectacular. Por outro lado, A ASPIG não pode aceitar que a grande maioria dos militares da Guarda, que constituem os “patrulheiros”, não tenha merecido o justo reconhecimento do poder politico e do Comando Geral da Guarda sendo que são eles o derradeiro garante da história da Guarda e da tranquilidade das populações.
Lisboa, 29 de Agosto de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Sexta-feira, Agosto 13, 2010
COMUNICADO
A Associação Sócio – Profissional Independente da Guarda (ASPIG), discorda da “política” de subsídios actualmente em vigor na Guarda Nacional Republicana.
Surgiram, nestes últimos anos, uma panóplia de novas valências na Guarda que se traduzem numa “lista” infindável de funções diferenciadas cada qual com um subsídio diferente.
De todas as valências, a mais antiga, aquela que se confunde com a própria história da Guarda, a que é destacada, pela sua eficácia, eficiência, imprescindibilidade, em todos os discursos de circunstância, e outros, é a de “PATRULHEIRO”.
Os militares da Guarda que desempenha as funções de patrulheiro são os que estão no terreno, na primeira “linha” do combate à criminalidade, na segurança de pessoas e bens, expostos ao rigor do tempo, sujeitos a um regime de horário desgastante que se intensifica aos sábados, domingos, feriados e quadras festivas.
A verdade é que, paradoxalmente, o incentivo ao “patrulheiro” esta reduzido aos discursos de circunstância em detrimento das novas valências cujos incentivos se traduzem, em muitas situações, em subsídios monetários muito superiores aos destinados ao patrulheiro.
Face a esta situação, entende a ASPIG que no âmbito da actual “politica” de subsídios é da mais elementar justiça que o subsídio de valor mais elevado reverta a favor do patrulheiro da Guarda sob pena de uma desmotivação generalizada do mesmo e, em consequência, a própria “imagem” da Guarda poder, definitivamente, vir a ser prejudicada no seu prestigio. Prestigio que, ao longo de décadas, granjeou por parte das populações.
A ASPIG defende que o subsidio de patrulha deveria aumentar para 500 euros mensais e assim teríamos todos os militares motivados nos postos.
Lisboa, 13 de Agosto de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
COMUNICADO - Regimes de reserva e reforma dos militares da Guarda Nacional Republicana.
O teor dos diplomas referidos e a aplicação dos regimes transitórios estabelecidos nos mesmos induziu a prática de tratamentos distintos, discriminatórios e injustificados face às disparidades existentes nos regimes de passagem à situação de reserva e de reforma dos militares das Forças Armadas e dos militares da GNR, que o recente Estatuto da GNR não resolveu.
Esta situação criou, e mantém, um mau estar crescente entre os militares da GNR, face à evidente dualidade de critérios gerada.
Foi por esta associação em 20 de Maio de 2010, requerido o necessário despacho ao Excelentíssimo Ministro das Finanças para uma rápida reposição da legalidade e igualdade de tratamento a todos os militares sejam eles das FA ou da GNR, sem que, até à presente data, se tenha obtido qualquer resposta, apesar de o direito à mesma encontrar-se consignada na Constitucional da Republica Portuguesa.
Face à gravidade da situação foi hoje solicitado formalmente uma audiência ao Excelentíssimo Ministro das Finanças, e pedido a intervenção do Excelentíssimo Provedor de Justiça, para que de uma vez por todas os profissionais da GNR não sejam considerados como militares de segunda categoria.
O Presidente da ASPIG
José Alho
Quarta-feira, Julho 28, 2010
COMUNICADO CONJUNTO
A subida alarmante do número de mortos e feridos nas estradas portuguesas deve ser uma preocupação de toda a sociedade, na medida em que os custos físicos, emocionais e económicos são partilhados por todos nós.O poder central e local, tolhido pelo argumentário da crise, não parece disposto a despender recursos humanos e financeiros na redução dos comportamentos rodoviários de risco numa época crítica como é o período de férias de Verão.Por isso, a ACA-M, a ANBP, a ASPIG, o SPP-PSP e a QUERCUS decidiram lançar uma Campanha Nacional de Sensibilização para uma Condução Segura e Ecológica durante o mês de Agosto, com distribuição de folhetos com conselhos práticos por todas as delegações regionais das várias organizações.A Campanha será apresentada numa conferência de imprensa conjunta das várias organizações promotoras , a qual terá lugar no próximo dia 30 de Julho, pelas 10 horas, na sede do Sindicato dos Profissionais da Polícia (SPP-PSP), na Av. Ceuta, Lote 5-lj 2, em Lisboa. De seguida, os dirigentes associativos participarão numa acção simbólica de distribuição de folhetos aos condutores que partem para férias, para a qual convidam a comunicação social.
Domingo, Julho 25, 2010
COMUNICADO
A ASPIG discorda da lei que prevê que, em matéria de promoções, só possam participar na discussão e votação os conselheiros eleitos (militares) de graduação igual ou superior à do posto hierárquico para o qual a promoção, dos militares sob avaliação dos conselhos, se deva efectuar.
Aos que defendem que a lei, como esta, visa impedir que inferiores hierárquicos discutam a aplicação de sanções a superiores, numa completa subversão dos princípios da disciplina e da hierarquia, a ASPIG apenas responde que tal fundamento não tem qualquer acolhimento numa sociedade em que os subordinados começam a ter, juridicamente, um papel relevante na avaliação do desempenho de quem os administra.
Esta aberrante e arbitrária norma de funcionamento do Conselho Sueprior da GNR, é reveladora do retrocesso democrático - imperante na Guarda e do pensamento retrógado dos que a conceberam e lutaram pela sua consagração, por forma a diminuir e menosprezar a opinião da maioria dos genuínos militares da GNR., daqueles que verdadeiramente vestem a farda da Guarda Nacional Republicana, dos que diariamente são o rosto desta, perante o publico.
Quarta-feira, Julho 14, 2010
COMUNICADO
A ASPIG, não concorda com a atribuição de poderes de fiscalização aos funcionários das concessionárias das SCUT.
Comparar os funcionários das antigas SCUT a polícias, passando estes as terem poderes para mandar parar veículos nas auto-estradas, exigir a identificação dos condutores e levantar, aos infractores, autos de contra-ordenações é o mesmo que atribuir poderes de órgãos de polícia criminal aos Guardas-nocturnos.
Se a autoridade do Estado, representada pelos tradicionais órgãos de polícia criminal, já se mostra impotente para combater uma panóplia de crimes e contra-ordenações, não se compreende que o recurso, por parte do Estado, a tudo o que “mexe”, para “extorquir” dinheiro aos contribuintes, resulte numa racional contribuição para defesa dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos.
A degradação das relações entre o Estado e a maioria dos cidadãos, leva, necessariamente, à revolta destes e, consequentemente, à confrangedora degradação da autoridade do Estado.
A justiça só se realizada quando os verdadeiros culpados do actual estado de coisas sejam, para além de identificados – que já foram -, punidos exemplarmente.
“Pagar o justo pelo pecador” não é, certamente, a medida mais adequada para equilibrar as finanças públicas.
Lisboa, 15 de Julho de 2010
O Presidente da Direcção Nacional
José Fernando Dias Alho
Sábado, Julho 10, 2010
COMUNICADO - " O Mexilhão é que se lixa"

O Ministério Público acaba de acusar o motorista do juíz-conselheiro Mário Mendes do crime de condução perigosa de veículo rodoviário, após conclusão do inquérito ao acidente de Novembro passado, na avenida da Liberdade, em Lisboa.
Por mais escandaloso que possa ser o despacho de acusação – que iliba o magistrado como comitente da infracção (ver a alínea a) do nº 7 do Art. 135º do Código da Estrada) –, ele não surpreende. É uma infeliz tradição que os detentores de cargos públicos se considerem acima da lei e pressionem os seus motoristas a conduzir de forma a pôr em perigo a sua própria segurança e a dos demais utentes da via pública, quase sempre abusando do disposto no Art. 34º do Código da Estrada que estabelece o conceito de “marcha urgente assinalada em missão de interesse público”. E é também infeliz tradição que nunca sejam acusados de pressionar os seus motoristas, de perverter a lei, e de contribuir significativamente para a insegurança rodoviária em Portugal.
A ACA-M constituiu-se em Março último assistente no processo da Av. Liberdade, precisamente para assegurar uma investigação cabal dos factos e responsabilidaes. No entanto, o DIAP-Lisboa recusou-nos consulta do processo com o alegado fundamento de este se encontrar em segredo de justiça.
Agora, aguardamos a notificação do despacho do DIAP.
A ASPIG (Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda) apoia esta denúncia pública da ACA-M. A ASPIG, que tem desde sempre lutado contra estes abusos dos detentores do poder, está solidária com o seu camarada motorista que é militar da GNR.
Contactos:
José Alho (ASPIG) – 917772449; 917772449
Manuel João Ramos (ACA-M) – 919258585; 919258585
